Segunda, 19 de Novembro de 2018

Medo

Dica sobre saúde, alimentação e Bem-estar!

Os medos ou ansiedades sociais podem ser divididos em diferentes “famílias”, de acordo com sua intensidade, objeto aversivo ou extensão de frequência, embora todas tenham em comum certos sintomas físicos, como aumento dos batimentos cardíacos, sudorese, tremores, sensação de falta de ar, vertigem, garganta seca, tensão muscular, ruborização, entre outros sinais fisiológicos advindos de uma resposta de medo. Destarte, o medo social pode ser classificado em nervosismo, timidez e fobia social. O nervosismo é considerado uma forma aceitável de medo social, sendo predominantemente caracterizado pelas reações fisiológicas. Esta expressão de medo é comum em artistas, conferencistas ou atletas e sua intensidade vai diminuindo ao ser executada a ação eliciadora da resposta de medo, permitindo então, que o sujeito se concentre naquilo que se propôs a executar, ou seja, em sua performance. Na timidez destaca-se a inibição ou reserva diante de pessoas ou situações novas. Geralmente considerada como um fenômeno benigno, a timidez pode representar um incômodo na qualidade de vida do sujeito, uma vez que pode limitar sua capacidade de mudanças, devido à sua apreensão e possível fuga de tudo que é novo e desconhecido.
 
A fobia social caracteriza-se por um medo social intenso e invalidante, derivado de uma preocupação exagerada com a avaliação de terceiros. O fóbico social receia revelar traços de vulnerabilidade ou seus limites, sejam eles quais forem, acarretando um imenso declínio em todas as suas relações sociais, desde os níveis mais superficiais até os mais íntimos. Embora tanto o nervosismo quanto a timidez possam apresentar uma face debilitante, é comum que os casos de incapacidade extrema dessas duas famílias de medos sociais sejam na verdade um grau de fobia social.
 
As situações mais temidas são:
 
• falar em público;
 
• comer em público;
 
• falar com desconhecidos ou com autoridades;
 
• ir a festas e/ou dançar;
 
• assinar cheques em público;
 
• ir a banheiros públicos.
 
Sintomas da fobia social
 
• medo de avaliação negativa;
 
• medo de ser ridicularizado ou humilhado;
 
• pensamentos de inadequação social;
 
• preocupação com a resposta ou o desempenho pessoal;
 
• receio de que os outros percebam sua ansiedade;
 
• evitar situações sociais diversas;
 
• bloqueio da fala ou do pensamento;
 
• sudorese;
 
• palpitações;
 
• tremores;
 
• diarreia;
 
• tensão muscular;
 
• rubor facial;
 
• confusão.
 
Prejuízos
 
• isolamento;
 
• inibição nos relacionamentos amorosos;
 
• sub-aproveitamento na área profissional;
 
• prejuízo na área acadêmica;
 
• grande incidência de uso de álcool e drogas;
 
• desenvolvimento de depressão;
 
• desenvolvimento de crises de pânico.
 
Tratamento
 
Atualmente existem medicamentos com eficácia estabelecida para o tratamento da fobia social. O tratamento medicamentoso é necessário para baixar a ansiedade da pessoa e permitir que ela se exponha às situações sociais diversas. Dentre as modernas opções medicamentosas, o seu médico encontrará aquela que for melhor para o seu caso.